segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Gripe e resfriado são doenças diferentes causadas por vírus diferentes. Entenda.

Quer irritar um paciente? Vá ao médico com inúmeras queixas como febre, dor de garganta, dor no corpo e nos olhos, espirros e constipação nasal, e escute um "isso é apenas uma simples virose".

Quer irritar o médico? Diga a ele que o diagnóstico de "uma simples virose" só é feito quando o médico não faz idéia do diagnóstico correto.

Mas afinal, quem está certo?

Na verdade, os dois estão certos e os dois estão errados.

Gripe e refriado1.500.000.000 (1,5 bilhão) de pessoas no mundo apresentam pelo menos um episódio de gripe por ano. Soma-se a isso o fato de que quase ninguém consegue passar um ano inteiro sem ter ao menos um episódio de um resfriado comum. A média individual é de 5 a 7 episódios de resfriado por ano nas crianças e de 3 a 5 nos adultos.

Resfriados e gripes são responsáveis por mais da metade de todas as faltas escolares e ao trabalho por motivo de saúde.

Portanto, quando o médico faz o diagnóstico de infecção viral, a chance dele estar certo é imensa. O problema não é o diagnóstico, mas sim o fato do termo "virose" ser muito amplo e englobar várias doenças diferentes.

Qualquer doença causada por um vírus é uma virose. Só para citar algumas das já discutidas neste blog:

- Hepatite A, B e C (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES)
- Catapora (leia: CATAPORA (VARICELA) E HERPES ZOSTER)
- Mononucleose (MONONUCLEOSE - DOENÇA DO BEIJO)
- Rubéola (RUBÉOLA - SINTOMAS E VACINA)
- Raiva humana (leia: RAIVA HUMANA)
- AIDS (SIDA) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
- Herpes (leia: HERPES LABIAL E GENITAL)
- Dengue (leia: DENGUE E SEUS SINTOMAS)
- Caxumba (leia: CAXUMBA | Sintomas, transmissão, tratamento e vacina)
- Labirintite (leia: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento) 

Na verdade, existem centenas de doenças causadas por mais de 3000 tipos diferentes de vírus.

Nós médicos podemos ser mais precisos, dizendo tratar-se de uma infecção viral do sistema respiratório superior. Ainda assim, estamos diante de um grande leque de diagnósticos diferenciais. É neste ponto que eu quero tocar.

O quadro clínico das viroses respiratórias é muito semelhante. Como essas infecções costumam ser auto-limitadas e não requerem tratamento específico, não faz sentido realizar exames caros e causar transtornos ao paciente somente para se saber exatamente qual é o vírus responsável.

O mais importante não é diagnóstico, mas sim identificar sinais de gravidade no quadro respiratório (explico mais abaixo).

Baseado apenas no quadro clínico, conseguimos ter uma idéia de qual a agente infeccioso estamos lidando. Por exemplo:
  • Rinovírus - É a principal causa dos resfriados comuns. É uma doença branda, que raramente causa febre nos adultos e costuma durar de 5 a 7 dias. Pode ser causa de exacerbação de asma. Existem mais de 100 sorotipos diferentes do rinovírus.
  • Coronavírus - Também causa sintomas de resfriado, além de poder causar diarréia em algumas pessoas, principalmente em pacientes imunodeprimidos. A pneumonia asiática, que recebeu bastante atenção da mídia no início da década é causado por um sorotipo de coronavírus.
  • Parainfluenza - É causa de traqueobronquite e pneumonia, costuma ser mais grave em crianças e imunocomprometidos. No adulto causa quadro semelhante a um resfriado.
  • Adenovírus - Costuma causar um quadro um pouco mais rico, com febre, faringite, rouquidão e conjuntivite. Pode ser causa de pneumonia, diarreia e meningite viral.
  • Vírus sincicial respiratório - Causa um quadro mais sintomático ainda, com sinusite, otite, conjuntivite, tosse. Em idosos, crianças e imunodeficientes pode causar pneumonia e levar a morte.
  • Influenza - É o agente causador da gripe. Bastante sintomática. Pode ser causa de pneumonia viral ou facilitar o aparecimento de pneumonia bacteriana. Eventualmente, mutações nos vírus levam a grande epidemias como a da gripe espanhola no início do século XX. A gripe aviária e a gripe suína (gripe A) são causadas por um subtipo de Influenza.
Na verdade, não importa saber qual vírus está causando o resfriado. O importante é saber diferenciá-lo da gripe.

Bom, estou falando aqui o tempo todo em gripe e resfriado, mas até agora não expliquei qual a sua diferença. Vamos lá então.

RESFRIADO 

O resfriado (chamado de constipação em Portugal) é uma infecção branda das vias aéreas. Pode ser causado por vários tipos de vírus, sendo o Rinovírus o mais comum. É extremamente contagioso e a transmissão é feita através de aerossóis da tosse ou espirro e pelo contato com mãos infectadas.

Os sintomas surgem de 24h a 72h após o transmissão do vírus. Costuma durar de 5 a 7 dias, porém em 25% dos casos, os sintomas persistem por até 2 semanas. A maioria das pessoas apresenta de 3 a 5 quadros de resfriado por ano.

Os sintomas mais comuns são a rinite, tosse e espirros. Pode ocorrer dor de garganta de curta duração nos primeiros dias. A tosse seca pode durar até semanas depois do fim dos sintomas.

Em adultos raramente ocorre febre.

O resfriado é contagioso durante apenas os 3 primeiros dias de sintomas.

As complicações são raras e incluem exacerbação de asma e presença de infecção bacteriana associada como sinusite (leia: SINUSITE / RINOSSINUSITE).

GRIPE

A gripe é causada pelo vírus Influenza. Apresenta um quadro clínico mais rico que o resfriado, com febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, mal estar, perda do apetite, dor de garganta e tosse. Na gripe os sintomas costumam aparecer subitamente ao contrário do resfriado, onde eles surgem gradualmente. A tosse e a febre são sintomas precoces.

O modo de transmissão é igual ao do resfriado. O tempo de doença costuma ser de até 2 semanas. O tempo em que o paciente mantém-se contagioso dura até 7 dias ou 24h após a resolução da febre.

A gripe também apresenta uma maior taxa de complicações, como pneumonia pelo próprio Influenza ou por bactérias oportunistas (leia: SINTOMAS DA PNEUMONIA).

Tanto a gripe comum, quanto a gripe suína (gripe A) apresentam quadro clínico e taxas de complicação semelhantes, sendo impossível a sua distinção sem exames laboratoriais (leia: GRIPE SUÍNA).

Além da vacina contra a gripe, já existem remédios específicos contra o influenza que, quando indicados, devem ser administrados com no máximo 48h do início da doença. O mais conhecido é o Tamiflu®. O tratamento específico é indicado em crianças, idosos e pessoas com comprometimento do sistema imune (imunocomprometidos). Não cura a gripe, mas reduz bastante seu tempo de duração e ajuda a prevenir as complicações.

Apesar da imagem de doença branda, a gripe é responsável por milhares de morte todos os anos e em todos os países. As pessoas do grupo de risco descrito acima são as mais propensas a apresentar complicações. Trata-se de uma doença com baixa taxa de mortalidade, mas por ser altamente contagiosa (infecta mais de 1 bilhão de pessoas a cada ano) acaba causando um número considerável de óbitos.

É importante lembrar que a imensa maioria das pessoas terão vários episódios de gripe durante a vida sem nunca desenvolver complicações.

O tratamento com antivirais só deve ser feito após avaliação médica. 99% das gripes não apresentam indicação de serem tratadas com Tamiflu®.

Com o comportamento sensacionalista da imprensa no mundo inteiro durante esta última epidemia de gripe A, milhões de pessoas tomaram o Tamiflu® desnecessariamente, o que acarretou em uma taxa altíssima de resistência do vírus.

Os sinais de gravidade da gripe são:

- Dificuldade respiratória
- Dor torácica para respirar
- Pressão baixa
- Alterações da consciência
- Desorientação
- Vômitos persistentes

Para se prevenir da gripe deve-se:

- Evitar contato próximo com pessoas contaminas (pelo menos 2 metros).
- Evitar contato direto das mãos com olhos e boca sem antes as terem lavado.
- Lavar as mãos frequentemente.
- Evitar ficar em ambientes com pouca circulação de ar e com muitas pessoas.

PERGUNTAS SOBRE RESFRIADO E GRIPE

É verdade que os vírus da gripe estão em constante mutação e por isso não conseguimos criar uma defesa imunológica permanente ?
- Sim, Inclusive a vacina contra a gripe é alterada frequentemente, levando em contas esses novos vírus mutantes.

Posso pegar gripe através da vacinação?
- Não, os vírus usados são mortos e incapazes de causar doença.

Algumas pessoas dizem que nunca tiveram gripe e depois da vacinação começaram a tê-la frequentemente, isso é possível?
-Não. Isto não faz o menor sentido. O que acontece é que 10% dos subtipos de Influenza não são cobertos, e por isso, alguns pacientes vacinados podem pegar gripe. Muitas pessoas apresentam resfriados e o confundem com gripe.

A vacina da gripe cobre os vírus do resfriado?
-Não.

Pode se pegar resfriado ou gripe sendo exposto ao frio?
-Em geral os meses mais frios são aqueles onde há maior circulação de vírus, e as pessoas ficam mais tempo em contato umas com as outras em locais fechados. Não existe relação direta entre pegar frio e pegar gripe ou resfriado. Ninguém pega gripe porque pegou chuva ou abriu a geladeira com o corpo molhado. Para se pegar a doença é necessário contato com o vírus.

Vitamina C previne viroses?
-Não há provas.

Canja de galinha é bom para curar gripe?
-Não é bom, nem é ruim. Como um dos tratamentos é aumentar a ingestão de líquidos, a canja de galinha serve a esse propósito. Alimentos quentes aliviam os sintomas de dor de garganta. Mas a galinha em si, não tem nada com isso.

A gripe suína é mais grave que a gripe sazonal?
Não. As taxas de mortalidade e de complicações são semelhantes.

Leia o texto original no site MD.Saúde

Assistência odontológica no Brasil



Oferecer assistência odontológica aos trabalhadores de sua empresa não é obrigatório, mas sim uma opção. Esse não é um benefício incluso no cálculo do salário dos funcionários, diferentemente do que ocorre com gastos com alimentação, por exemplo, que entram na conta. O trabalhador pode escolher um plano de assistência odontológica (familiar ou individual) por conta própria, mas, se você optar por beneficiar seus funcionários com o serviço, pode contratar planos de duas maneiras.
Juan PratginestosSeja pelo SUS, seja por planos privados, assistência está disponível à população
  • Seja pelo SUS, seja por planos privados, assistência está disponível à população
A primeira diz respeito a planos coletivos com patrocinador, quando uma pessoa jurídica contrata um serviço e paga parcial ou totalmente a mensalidade à operadora. Já os planos coletivos sem patrocinador se referem à contratação do serviço por uma pessoa jurídica, que, noentanto, não arca com os custos. Quem paga integralmente a mensalidade é o beneficiário, ou seja, o trabalhador.
Atente a alguns aspectos na hora de adquirir planos de assistência odontológica para sua empresa. Desconfie de vantagens exageradas ou valores muito baixos, que podem esconder armadilhas. A operadora escolhida deve estar cadastrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula e fiscaliza a atividade nessa área. Você pode recorrer à agência em qualquer caso de dúvida, especialmente na hora de assinar o contrato (leia-o muito bem antes da contratação do plano). O telefone da ANS é 0800-7019656.
SUS
Os funcionários de sua empresa também podem ter assistência odontológica gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Lançado em 2004, o programa Brasil Sorridente, do Estado brasileiro, orienta os cidadãos a respeito da saúde bucal. Equipes trabalham na implantação de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias nos municípios, além de projetos de adição de flúor em estações de tratamento de águas de abastecimento público.

Tabelinha é um método baseado em cálculos sobre a possibilidade de a mulher engravidar em diferentes épocas do ciclo menstrual.
Teoricamente a mulher é fértil no meio do seu ciclo. Ou seja, nos ciclos mais comuns de 28 a 30 dias, a fertilidade máxima seria entre o 12° 13º 14º e 15º dia, contando o primeiro dia da menstruação como dia 1º.

Mas isso é válido para quem quer engravidar, e não para quem quer prevenir a gravidez.

Uma regra fácil e uma tabelinha que tem chance de dar certo é a seguinte:

•    Anote em um calendário o primeiro dia da menstruação.
•    Marque em azul os dias em que você pode ter relações: entre o 1º dia e o 9º dia da menstruação. Lembre-se: conte sempre a partir do 1º dia da menstruação.
•    Marque em vermelho os dias em que você não pode ter relações: do 10º ao 19º. Nestes dias você pode usarcamisinha masculina ou feminina
•    Do 20º até a próxima menstruação, marque novamente em azul.

Veja o gráfico:
Tabelinha

1.    Lembre-se. Não confie na memória. Marque o primeiro dia da menstruação em um calendário.
2.    Nunca conte do último dia da menstruação. Isso não tem nenhum valor.
3.    O dia começa à meia-noite, certo? Se mudar o dia e você “entrar” no vermelho, use camisinha.
4.    Apesar de ser muito raro, há casos de mulheres que engravidaram em qualquer época do ciclo, até mesmo na menstruação.
5.    Tabelinha não é confiável em adolescentes, pois seu ciclo pode sofrer variações muito grandes entre os meses.

Lembre-se: este é um método pouco eficaz quando se quer prevenir a gravidez. Leia em segurança dos anticoncepcionais.

Pilula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional é um dos métodos usados para o controle da natalidade e essencialmente utilizadas para o planejamento familiar. Considerado um dos melhores métodos de prevenção, o anticoncepcional é o comprimido que evita a gravidez.

A margem de segurança da pílula é de 99%, o que torna o método anticoncepcional o mais seguro de todos, entretanto sua eficácia está relacionada ao modo pelo qual a mulher o utiliza, não deixando de tomar nenhum dia. O uso correto do pacote de pílulas para vinte e um dias é tomar as pílulas todos os dias, no mesmo horário do dia durante vinte e um dias, seguidos por uma pausa de sete dias.

A pílula anticoncepcional contém dois hormônios que são a progesterona e o estrógeno, eles atuam inibindo a ovulação e consequentemente a gravidez.
O anticoncepcional foi propagado na década de 1960 e desde sua invenção, os efeitos colaterais como inchaço, dor de cabeça, enjôos diminuíram.

No início do uso da pílula podem ocorrer alguns sintomas como náuseas, dor de cabeça, dor nos seios, sangramentos vaginais irregulares, depressão, cessando após alguns meses.

Antes de adotar a pílula como método contraceptivo é indispensável procurar um médico, pois existem diversos tipos e somente este poderá identificar a pílula que tenha menos efeitos colaterais para o organismo de cada mulher.

A pílula pode ser usada também no tratamento da síndrome de ovários policísticos, endometriose, acne, cólicas e distúrbios da menstruação, tais como tensão pré-menstrual e cólica menstrual. 






Células tronco


As células-tronco, células-mães ou células estaminais são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras.
As células-tronco de embriões têm ainda a capacidade de se transformar, num processo também conhecido por diferenciação celular, em outros tecidos do corpo, como ossos,nervos, músculos e sangue. Devido a essa característica, as células-tronco são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, doença neurodegenerativa|neurodegenerativas, diabetes tipo-1, acidente vascular cerebral acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias.
O principal objetivo das pesquisas com células-tronco é usá-las para recuperar tecidos danificados por essas doenças e traumas. No Zoológico de Brasília (Brasil), uma fêmea de lobo-guará, vítima de atropelamento, recebeu tratamento com células-tronco .  Este foi o primeiro registro do uso de células-tronco para curar lesões num animal selvagem. 
São encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea, no sangue, no fígado, na placenta e no líquido amniótico, conforme descoberta de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no estado norte-americano da Carolina do Norte, noticiada pela imprensa mundial nos primeiros dias de 2007.





O uso do DIU ( dispositivo intra uterino)


O DIU de cobre impede a subida dos espermatozoides pelas trompas (tubas uterinas), não havendo, portanto, a fecundação do óvulo.
Dependendo da quantidade de cobre existente no DIU, ele vai ter maior tempo de uso (permanência no útero) de acordo com a orientação do fabricante.
Dispositivo Intrauterino
O DIU é um método eficaz?
0 DIU é um dos métodos anticoncepcionais mais eficazes. Os índices de eficácia são semelhantes aos das pílulas anticoncepcionais, ou seja, 0,1% de falha.

Quais as vantagens do DIU?
Podem ser destacados benefícios importantes como a utilização independentemente da atividade sexual, liberar-se da preocupação diária com a prevenção da gestação, ser comandado unicamente pela mulher, ser uma opção prática e eficaz e ter um período longo de utilização (cerca de cinco anos). Esses benefícios proporcionam à mulher uma sensação de liberdade e comodidade.

Que tipo de mulher deve usar o DIU?
O DIU está mais indicado para aquela mulher que já tem filhos e quer espaçar mais a próxima gravidez (3-5 anos), ou quando a família já está completa; para as mulheres que apresentam contraindicações aos métodos anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção); logo após o parto, no período de amamentação, visto que esse método não interfere na amamentação. Porém, o DIU também pode ser utilizado por mulheres que nunca engravidaram.

Mulheres que nunca engravidaram podem usar o DIU?
Sim, também estas mulheres podem se beneficiar do uso do DIU devendo ser avaliadas pelo seu médico.

Quando a mulher pode engravidar após retirar o DIU?

A retirada de um DIU pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual. As mulheres que são usuárias do DIU, espontaneamente, terão sua fertilidade (capacidade de engravidar) recuperada em curto período de tempo, mesmo após o uso prolongado. Esse retorno da fertilidade ocorre de modo semelhante a outros métodos anticoncepcionais.

Quais os efeitos colaterais do DIU?
Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Esses efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão médica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, esses sintomas tendem a se normalizar.

Quais são as contraindicações do DIU?
Como todo método anticoncepcional, o DIU também apresenta contraindicações. O DIU não deve ser usado diante da suspeita de gravidez ou gravidez confirmada; suspeitas ou presença de tumores uterinos; em casos de sangramento vaginal sem causa conhecida; nas malformações uterinas e na presença de infecções ginecológicas. Para maiores detalhes sobre esse assunto, consulte seu médico.

Gravidez indesejada


A gravidez indesejada é uma das situações mais preocupantes da gravidez, pois implica principalmente no bem estar físico, emocional e psíquico da mãe e na sua relação com o bebê, sendo ainda uma das causas do aborto e da entrega para adoção. A gravidez se torna indesejável sempre que houver a não aceitação da gravidez sejam quais forem os motivos; sendo assim, não é somente a mulher a origem da não aceitação, pois o pai, bem como a família, também podem se encontrar nesta situação. Contudo, o fato da gravidez não ser aceita no início seja pela mãe, pelo pai ou pela família, não significa que será assim por todo o ciclo da gestação, pois tudo pode mudar quando se é aberto a transformações das dificuldades e se é flexível à aceitação de um novo ciclo.


No caso específico da mulher são muitas as causas que a levam a não querer uma gravidez já comprovada, sendo que algumas causas são mais fáceis de serem transformadas e outras, são mais complexas, pois envolvem situações e dimensões mais profundas da mulher. Desta forma, é necessário que se avalie cada situação, pois cada mulher é um ser com uma individualidade própria e com um universo de situações que podem estar causando a sua não aceitação.

Geralmente, a idade (tanto muito jovem ou em fase de risco); estado civil; saúde; financeiro; moradia; estudo; desemprego; são fatores que interferem negativamente causando a gestação indesejável, principalmente quando a futura mãe se encontra numa condição de não receber amparo e condições para poder gestar com bem estar e confiança. Há ainda as questões mais íntimas da personalidade da futura mãe como: egoísmo; individualismo; preocupação com a estética do corpo; priorização de sua liberdade; de sua carreira profissional; de seu relacionamento conjugal ou amoroso; de seu tempo e espaço, dentre outros. Porém, existem fatores mais profundos, como: o medo de ser mãe; o medo de não conseguir gestar; de não conseguir ser uma boa mãe; de não possuir as condições necessárias para criar o filho; de morrer no parto; de ser abandonada pelo companheiro, namorado, marido, família; medo da opinião de seu círculo de amizade dentre outros.

Nem sempre as causas são reconhecidas pela grávida, principalmente quando esta não é acostumada a se observar e buscar dentro de si as origens de suas escolhas, de suas emoções e de seus medos. É muito importante neste caso a busca por ajuda terapêutica para poder lidar com as dificuldades, tornando-as bem claras para si mesma e assim, transformá-las em sustentação da gravidez. Nem sempre a futura mãe tem a possibilidade de um acompanhamento terapêutico, neste caso deve compartilhar seus sentimentos e idéias com pessoas que realmente possam orientá-la. Sem dúvida alguma o acompanhamento médico é imprescindível e a futura mãe deve, também, conversar com seu médico (a) sobre seus sentimentos de rejeição em relação à gravidez e sobre os fatores que geram esta situação. Muitos médicos conscientes e com posturas humanizadas, ao observarem a situação delicada da gestante, acabam sendo o médico, o amigo, o terapeuta dando orientações e direcionando a mãe a: aceitação da gravidez; calma para poder gestar; ao acompanhamento seguro para o parto dentre muitas outras situações.

Sejam quais forem os motivos que levam uma mulher grávida a não aceitação de sua gravidez, nada justifica a escolha pelo aborto, pois aborto não é solução para esta situação, causando sentimentos de: auto-culpa; rejeição de si mesma; autodestruição; auto-condenação, gerando muitas vezes dificuldades psicológicas para engravidar novamente num outro momento. A maioria das mulheres guarda para si sua decisão de abortar bem como aborto(s) já cometido(s), guardando, ainda, sentimentos negativos contra si mesma, pois a decisão final de praticar ou não o aborto sempre é da mulher.

Desta forma, penso que por mais que seja difícil aceitar a gravidez, a certeza de que há uma vida crescendo dentro de nosso útero, que esta vida nos trará um novo ciclo de existência que é o “ser mãe” e que o amor de mãe é o amor mais forte que existe, faz valer à pena transformarmos todas as dificuldades para que esta grande magia da vida possa ser concretizada.